O projeto Culturas Ancestrais foi idealizado no âmbito do programa federal Mais Cultura nas Escolas, sendo realizado no Colégio Átila, em Diadema — periferia de São Paulo — ao longo de seis meses de imersão cultural, educativa e transformadora.
Mais do que um projeto, foi uma ponte viva entre mundos.

A proposta central nasceu do intercâmbio entre escola e tribo, tribo e escola, promovendo o encontro direto entre saberes ancestrais e a formação contemporânea. Nesse contexto, o conhecimento não veio apenas dos livros, mas da vivência. Pajés, caciques e representantes indígenas assumiram o papel de educadores, compartilhando seus saberes com autenticidade, legitimidade e profundidade.
O grande desafio — e também o grande símbolo do projeto — foi a formação de um coral infantil com 1.200 crianças, que mergulharam em repertórios de cantos, danças e costumes da cultura indígena brasileira.
Antes de cantar, foi preciso sentir.
O projeto teve início com atividades manuais, onde cada criança participou da confecção do maracá, instrumento tradicional indígena de percussão. Produzido a partir de cabaças secas preenchidas com sementes ou pedras e fixadas a um cabo de madeira, o maracá é mais do que um instrumento:
é símbolo de conexão, espiritualidade e ancestralidade.
Ao construir o próprio instrumento, cada aluno não apenas aprendia — ele se conectava.
E então, o momento mais marcante aconteceu.